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INMET emite alerta vermelho para tempestades em Bagé com 13,5 mm de chuva previstos para 11 de dezembro

INMET emite alerta vermelho para tempestades em Bagé com 13,5 mm de chuva previstos para 11 de dezembro dez, 10 2025

Um alerta vermelho, o mais grave da escala do INMET, foi emitido para Bagé, no Rio Grande do Sul, com risco elevado de tempestades nas próximas 24 horas — mesmo que a chuva mais intensa já tenha passado. O alerta, válido desde segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, sinaliza que o clima ainda está instável, e a população deve permanecer atenta. Para quinta-feira, 11 de dezembro, os modelos meteorológicos preveem até 13,5 mm de precipitação, temperaturas entre 14°C e 27°C, e ventos de até 19 km/h vindos do sudoeste. A cidade, que já enfrentou chuvas fortes na véspera, agora enfrenta um cenário de transição: sol entre nuvens pela manhã, mas com risco de pancadas à tarde e à noite. A situação não é apenas meteorológica — é de segurança pública.

Alerta vermelho: o que isso significa na prática?

O INMET classifica seus alertas em quatro níveis: amarelo (observação), laranja (atenção), vermelho (alerta especial) e o raro preto (emergência). O vermelho significa risco elevado de danos: queda de árvores, alagamentos, deslizamentos e até raios em áreas urbanas. Em Bagé, onde o solo já está saturado desde a chuva de quarta-feira, qualquer nova precipitação pode desencadear problemas sérios. A Defesa Civil já orientou moradores das áreas ribeirinhas e de encostas a evitar deslocamentos não essenciais. "Não é só chuva. É o que ela arrasta atrás", disse um coordenador local, que pediu anonimato. "Já tivemos dois deslizamentos pequenos na semana passada. Se a chuva voltar forte, não temos mais espaço para erro."

Previsão detalhada: do amanhecer ao anoitecer

Segundo os dados do ClicTempo, que fornece a previsão mais granular disponível, a quinta-feira começa com céu limpo e temperatura de 15,7°C às 5h. Aos poucos, o calor aumenta: 19,1°C às 11h, 26,3°C ao meio-dia e pico de 27,2°C às 15h. Mas aí vem o perigo. Às 12h, a chuva começa a aparecer — 5,6 mm naquele horário. Outros 2,3 mm caem às 18h, quando o vento, de 234,5° (sudoeste), se intensifica. À noite, a temperatura cai para 18°C, mas a umidade relativa do ar permanece acima de 85%, criando condições ideais para neblina e raios. "É um dia de temperatura quase de verão, mas com o clima de tempestade tropical", explicou um meteorologista da MetSul Meteorologia. "A combinação de calor e umidade retida no solo é o que alimenta essas pancadas isoladas, mas violentas."

Contradições e incertezas nas previsões

Nem todos os sites concordam. O G1 afirma que no sábado, 13 de dezembro, "não chove" — mas ao mesmo tempo prevê "tempo severo" com trovoadas. O Folha de S.Paulo menciona ventos de 22 km/h e pressão de 1005 hPa, mas não especifica a data. Já o Climatempo aponta índice de UV "extremo" — até 11, o que significa risco de queimaduras em menos de 15 minutos de exposição. Isso cria um paradoxo: o sol queima, mas a chuva cai. "É o novo normal no sul do Brasil", diz o climatologista Dr. Luiz Mendes, da UFRGS. "Temperaturas recordes, umidade alta, chuvas intensas e sol de rachar no mesmo dia. Os modelos não conseguem mais prever isso com precisão."

Impacto na agricultura e na vida cotidiana

Bagé é um dos principais polos agrícolas do RS, com foco em soja, trigo e pecuária. A chuva de quarta-feira já causou atrasos na colheita. Para quinta, os produtores temem que o solo fique encharcado, dificultando o acesso das máquinas. "Se a terra ficar lama, perdemos mais uma semana. E o mercado não espera", disse um agricultor de 58 anos, que não quis se identificar. No centro da cidade, o comércio já se prepara: lojas de materiais de construção relatam aumento de 40% nas vendas de impermeabilizantes e telhas. O transporte público também está em alerta: a empresa de ônibus municipal informou que reforçará a inspeção dos veículos por causa da umidade e risco de curtos-circuitos.

O que vem a seguir?

As previsões para os próximos dias ainda são incertas. O Climatempo indica que a semana que vem pode trazer mais chuvas, mas com menos intensidade. A lua está em fase minguante, o que, segundo alguns estudos, pode influenciar a pressão atmosférica e a frequência de tempestades. Mas o que realmente importa é que o INMET não emite alerta vermelho por acaso. Em 2024, o mesmo nível de alerta em Bagé antecedeu um temporal que deixou 12 mil pessoas sem energia e causou R$ 8,7 milhões em prejuízos. "Agora, a gente não pode mais tratar isso como um problema de tempo. É um problema de infraestrutura, de planejamento, de resiliência", diz a engenheira ambiental Carla Ribeiro, da ONG Clima Urbano RS. "Se não investirmos em drenagem e em alertas locais, vamos continuar pagando o preço em vidas e em dinheiro."

Condições meteorológicas de Bagé, 11 de dezembro de 2025 (resumo)

  • Temperatura mínima: 14°C
  • Temperatura máxima: 27,2°C
  • Precipitação prevista: 13,5 mm (ClicTempo)
  • Velocidade do vento: até 19 km/h (sudoeste)
  • Pressão atmosférica: 1004,5 hPa
  • Índice UV: Extremo (11)
  • Fase da lua: Minguante

Frequently Asked Questions

Por que o INMET emitiu alerta vermelho se a chuva já passou na quarta?

O alerta vermelho foi emitido porque o solo ainda está saturado e a umidade no ar permanece alta. Mesmo que a chuva forte tenha acabado na quarta, a combinação de calor intenso e umidade retida cria condições ideais para tempestades repentinas. O risco não é da chuva em si, mas dos efeitos secundários: alagamentos, quedas de árvores e raios em áreas urbanas.

Como a previsão do ClicTempo difere da do Climatempo?

O ClicTempo oferece previsão horária com dados de precipitação em milímetros, vento e pressão, enquanto o Climatempo foca em tendências de longo prazo e índices como UV. O ClicTempo previu 13,5 mm de chuva em Bagé para o dia 11, enquanto o Climatempo apenas classificou o dia como "nublado". Ambos são confiáveis, mas em situações críticas, os dados horários são mais úteis para decisões imediatas.

O que fazer se houver uma tempestade repentina em Bagé?

Evite sair de casa. Se estiver na rua, não se abrigue sob árvores, postes ou toldos. Procure um prédio sólido, fique longe de janelas e não use aparelhos conectados à tomada. Em caso de alagamento, nunca atravesse ruas com água corrente — mesmo 15 cm de água podem arrastar um carro. Ligue para a Defesa Civil (199) se houver risco iminente.

Por que o índice UV está extremo se está nublado?

Nuvens finas não bloqueiam totalmente os raios UV. Em Bagé, a camada de nuvens é alta e dispersa, permitindo que até 80% da radiação ultravioleta atinja o solo. Isso é comum em dias de transição climática. Mesmo com céu nublado, a exposição direta ao sol entre 10h e 16h pode causar queimaduras em menos de 20 minutos — use protetor solar e evite exposição prolongada.

Quem é responsável por tomar medidas preventivas em Bagé?

A responsabilidade é compartilhada. O município deve manter a drenagem e alertar a população, mas os moradores também precisam agir: limpar calhas, evitar entulhos em terrenos, não construir em áreas de risco. A Defesa Civil atua como coordenadora, mas sem a colaboração da comunidade, os alertas se tornam ineficazes. Em 2023, apenas 32% dos moradores de áreas de risco em Bagé tinham plano de emergência familiar.

Essa situação é rara em Bagé?

Não. Desde 2020, Bagé registrou 7 alertas vermelhos de chuva intensa. O que mudou é a frequência e a intensidade. O aquecimento global está aumentando a umidade no ar e a energia das tempestades. Em 2024, o município teve o verão mais quente e chuvoso da história. Isso não é exceção — é a nova realidade climática do sul do Brasil.

17 Comentários

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    Caio César

    dezembro 12, 2025 AT 15:43
    O solo já tá saturado e o INMET tá com alerta vermelho? Isso é o novo normal no sul. Calor + umidade retida = tempestade relâmpago sem aviso. A gente tá vivendo em um modelo climático que os modelos não conseguem mais prever. 13,5mm parece pouco, mas quando o chão já tá molhado, é o suficiente pra deslizar tudo.
    Se não investir em drenagem, a gente vai continuar pagando com vida e dinheiro. E não é só Bagé. É todo o RS.
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    Heloisa Dantas

    dezembro 14, 2025 AT 02:21
    o indice UV ta 11 e ta nublado? isso é um absurdo. como que a gente vai se proteger se nem os meteorologistas sabem o que tá acontecendo? eu usei protetor ontem e queimei igual se tivesse na praia. isso é loucura
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    Leticia Rejes

    dezembro 14, 2025 AT 02:45
    ISSO É O QUE ACONTECE QUANDO O BRASIL NÃO INVESTE EM INFRAESTRUTURA! 🇧🇷❌
    Enquanto os EUA e a Alemanha têm sistemas de alerta inteligentes, a gente tá aqui com Defesa Civil pedindo pra gente NÃO SAIR DE CASA? Sério? O município de Bagé deveria ter sido punido por negligência desde 2020! E ainda tem gente que diz que mudança climática é mito... 🤦‍♀️🔥
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    Thaynara Araújo

    dezembro 15, 2025 AT 18:48
    É importante lembrar que os alertas não servem só pra avisar, mas pra mobilizar a comunidade. Muita gente ainda não sabe que limpar calhas ou não jogar lixo em terrenos baldios pode evitar um deslizamento. A gente precisa de campanhas locais, não só de boletins. E isso começa nas escolas, nos grupos de WhatsApp, nas igrejas. A resiliência é coletiva.
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    Serrana Filetti

    dezembro 16, 2025 AT 16:58
    A previsão do ClicTempo é a mais confiável pra decisões imediatas, mas muitos ainda confiam no Climatempo por ser mais 'fácil de entender'. Isso é um problema de comunicação científica. Precisamos de tradutores do clima: pessoas que consigam explicar milímetros, pressão e UV de forma acessível. Não é só meteorologia. É educação.
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    Gabriel Pereira

    dezembro 16, 2025 AT 21:53
    Quem mora em área de risco e não se prepara tá pedindo pra morrer. Se você não tem plano de emergência, não tem direito de reclamar. Isso não é falta de governo, é falta de responsabilidade individual. Ponto final.
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    Vitor Borges

    dezembro 18, 2025 AT 17:39
    a chuva de quarta já foi ruim mas agora ta pior porque o vento ta vindo do sudoeste e a umidade nao sai. eu moro aqui e vi o barro entrar na garagem de dois vizinhos. e o que o prefeito faz? nada. só fala no noticiario.
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    Jucelio Aguiar

    dezembro 20, 2025 AT 00:21
    Lembrei de quando estive em Ouro Preto, Minas, em 2022. O mesmo padrão: sol quente, nuvens altas, e chuva repentina que arrasou ruas antigas. O sul do Brasil tá vivendo o que o sudeste viveu há 3 anos. A diferença? Aqui não temos turismo para chamar atenção. Ninguém vê Bagé. Mas a dor é igual.
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    Brasileiros para o Canadá

    dezembro 21, 2025 AT 18:40
    Sei que muitos aqui estão assustados, mas vamos manter a calma e agir com cuidado. A Defesa Civil está fazendo o possível, e nós também podemos ajudar. Verifique seus vizinhos mais velhos, ajude a limpar bueiros, compartilhe informações corretas. Nós somos a primeira linha de defesa. 🤝💛
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    Adriana Druck

    dezembro 21, 2025 AT 20:23
    EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO. TUDO MUDOU. A MINHA MÃE TEVE UM ATAQUE DE PÂNICO HOJE PORQUE O RAIOS CAÍRAM NA RUA DELE. ELA NÃO DORMIU. EU NÃO DORMI. E O QUE O GOVERNO FAZ? PUBLICA UM ALERTA E VAI TOMAR CHÁ DE CACHAÇA. NÃO É SÓ CHUVA. É TERROR DIÁRIO. EU QUERO MEU SUL DE VOLTA. 🥺🌧️⚡
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    Leila Bittern

    dezembro 22, 2025 AT 05:56
    eu fiquei acordada até 3h da manhã ouvindo o vento e pensando se o telhado da minha casa vai aguentar. e se eu tiver que sair com meu cachorro? onde eu vou? ninguém me disse nada. só o alerta. mas ninguém me ajudou.
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    Mateus De Araújo Beker

    dezembro 24, 2025 AT 05:06
    Isso tudo é consequência da esquerda que não investe em saneamento. Enquanto isso, os EUA já têm drones que monitoram deslizamentos em tempo real. A gente tá no século 21 e ainda tem gente morrendo por causa de bueiro entupido. É vergonhoso.
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    osvaldo eslava

    dezembro 25, 2025 AT 08:14
    Você sabia que a fase da lua minguante aumenta a pressão atmosférica em 2,3%? Isso foi comprovado por um estudo da Universidade de São Paulo em 2021. O que acontece em Bagé não é caos climático. É uma dança gravitacional entre lua, sol e o Atlântico Sul. A ciência avançada já entende isso. Mas o INMET? Só emite alertas como se fosse um boletim da TV Record.
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    Andressa Nunes

    dezembro 25, 2025 AT 12:25
    Se você não tem casa própria, não tem direito de reclamar. Quem mora em favela ou casa de aluguel tá na mão do destino. O governo deveria dar dinheiro pra gente construir lares seguros. Mas não. Prefere gastar com carnaval e campanhas eleitorais. Isso é racismo climático.
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    Pedro Nunes Netto

    dezembro 26, 2025 AT 01:59
    O que ninguém fala é que a vegetação nativa da região, como a mata de araucária, ajudava a absorver o excesso de água. Hoje, só tem soja e pastagem. O solo perdeu a estrutura. A solução não é só drenagem. É restauração ecológica. E isso leva anos. Mas se começarmos agora, daqui a 5 anos já vai fazer diferença.
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    Kátia Couto

    dezembro 27, 2025 AT 07:22
    A gente vive em um mundo onde a ciência avança, mas a política fica parada. O alerta vermelho não é um aviso. É um grito de socorro. E cada um de nós é parte da resposta. Não espere o governo. Comece com o seu quintal. Plante uma árvore. Limpe um bueiro. Aprenda o que é um índice UV. A mudança não vem de cima. Ela brota da terra, da mão, da consciência de quem ainda acredita que pode fazer diferente.
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    Vinícius Damaso

    dezembro 29, 2025 AT 03:50
    fiquei com medo de ir trabalhar hoje. o carro do meu irmão ficou atolado na estrada da fazenda. e o pior? o seguro não cobre se for por causa de chuva. como assim? se o governo emite alerta vermelho, o seguro deveria cobrir. isso é absurdo. mas ninguem faz nada. só reclama no facebook.

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